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"Viagens não são consideradas gastos pelas empresas, mas investimentos", afirma Murad


Diretor executivo da Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), Eduardo Murad (foto) destaca que o sucesso das viagens corporativas dependem do panorama político-econômico. Para ele, desde as eleições, a indefinição do cenário traz instabilidade e insegurança ao setor, devido às incertezas sobre a aprovação das reformas propostas, em especial a da Previdência.

Além das ações que competem ao governo, a Alagev mantém a mensagem de que é preciso ação por parte das empresas, empresários e profissionais do setor. Murad entende que observar o mercado com cautela faz parte do processo, de forma que seja possível se antever às medidas e movimentos e resguardar-se. Mesmo assim, o momento é de seguir trabalhando duro e contribuindo para o desenvolvimento do setor.

Murad afirma que as viagens e eventos corporativos são responsáveis por grande parte do share do turismo e os governos têm encarado o setor como um grande propulsor da economia, contribuindo para o desenvolvimento do país e geração de negócios e renda. No contexto atual, a América Latina estaria sendo favorecida com a disputa entre as duas principais economias do mundo, favorecendo o Brasil.

"Embora a situação da Venezuela e da Argentina sejam mais críticas, há alguns especialistas que indicam otimismo com a América Latina em relação a investimentos. Isso tem a ver com macroeconomia global, a disputa entre Estados Unidos e China que abre possibilidades para a América Latina, em especial o Brasil, devido ao número de jovens e dimensões do país", avalia Murad.

Conforme Eduardo Murad, a partir do momento em que os budgets das empresas começam a ser impactados pela variação das moedas, há uma reorganização no fluxo de ações. A reorganização pode ser realizar menos ações, mas com mais qualidade, que respeitem o budget inicial previsto pelas empresas. Em média, 70% das viagens realizadas são corporativas, de acordo com o PVCV.

"Na visão da Alagev, viagens não são consideradas gastos pelas empresas, mas sim investimentos. Como adequar e melhorar esse investimento é o grande desafio. Na prática, pode ao invés de cancelar eventos, trabalhar com edições menores e mais focados. Ou ainda, ao invés de cortar viagens, reduzir o número de pessoas envolvidas ou o número de dias no destino, o que impacta em menor custo de hospedagem", sugere.

 

BRASIL LIDERA E CARIBE CRESCE NO SEGMENTO MICE

De acordo com o estudo “Forecast Industry 2019”, desenvolvido pela BCD Travel no final de 2018, com a previsão da indústria para 2019, a demanda de viagens e eventos corporativos vem aumentando. O Brasil continua liderando a região da América Latina, contudo, os gestores têm o desafio de gerenciar orçamentos menores. São Paulo lidera as instalações no que se refere às instalações para eventos corporativos e a região continua atraindo mais negócios.

Outro destino que vem crescendo com foco em MICE é o Caribe, os resorts all-inclusive são bastante procurados no segmento. Ainda de acordo com o estudo, as viagens aéreas seguem com ritmo forte em todo o mercado da América Latina e as tarifas domésticas devem aumentar cerca de 2%. Em nível internacional, a tendência é que as tarifas fiquem mais competitivas.

A oferta crescente de marcas globais no segmento hoteleiro, além das propriedades independentes e cadeias locais – que estão trabalhando bastante foco no viajante corporativo – regulam o mercado com um crescimento nas taxas de 1 a 3%, em 2019. No Brasil, as taxas devem crescer entre 0 e 2%. Na Argentina os valores devem oscilar entre 15% a 25%, reflexo do momento econômico do país.




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14/06/2019


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